Anderson Farinelli: Violino da OSESP
Anderson Farinelli integra o naipe de violinos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) desde março de 2015. Natural de Santo André, no Grande ABC paulista, ele construiu uma trajetória sólida ao longo de mais de duas décadas de dedicação ao instrumento.
Seu percurso revela uma formação consistente, passando por instituições de referência no Brasil. Hoje, além da atuação orquestral, Farinelli também se dedica a causas sociais, num equilíbrio pouco comum entre arte e serviço comunitário.
Primeiros Passos na Música
Anderson Farinelli começou seus estudos musicais na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, onde permaneceu de 1993 a 1997. Durante esse período, já integrava a orquestra da própria instituição, experiência que moldou sua relação com a música de conjunto.
Essa formação inicial foi decisiva. A convivência orquestral desde cedo desenvolveu nele a escuta coletiva e a disciplina que marcariam toda a sua carreira.
Formação Acadêmica na USP
De 2003 a 2006, Farinelli cursou o bacharelado em violino pela Universidade de São Paulo (USP). Estudou na classe de Eliane Tokeshi, uma das referências do ensino superior de violino no país.
Na mesma universidade, ampliou sua formação com música de câmara, sob orientação de Fernando Corvisier, e com teoria musical, na classe de Régis Duprat. Essa base teórica sólida complementou sua prática instrumental.
Após a graduação, buscou aperfeiçoamento com nomes reconhecidos da cena violinística brasileira: Chaim Taub, Claudio Cruz, Emmanuele Baldini e Laércio Diniz. Esse conjunto de influências diversificadas enriqueceu sua abordagem técnica e musical.
Trajetória Orquestral
Ainda antes de concluir a graduação, Farinelli já acumulava experiência em orquestras de prestígio. Foi spalla da Orquestra de Câmara da ECA-USP (OCAM) entre 1999 e 2002, posição de liderança que exige maturidade musical e referência técnica dentro do naipe.
No mesmo período, atuou na Orquestra Experimental de Repertório (OER) e na Orquestra Sinfônica de Santo André (OSSA), ambas entre 1999 e 2002. Essa multiplicidade de experiências simultâneas demonstra seu comprometimento com a prática orquestral intensa.
De 2005 a 2011, assumiu a função de chefe de naipe dos segundos violinos na Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP). Nessa orquestra, teve a oportunidade de se apresentar como solista em obras do repertório canônico: “As Quatro Estações”, de Antonio Vivaldi, e o “Concerto de Brandemburgo nº 4 em Sol Maior BWV 1049”, de J. S. Bach.
Festivais e Experiências Formativas
Farinelli também participou de importantes festivais de música no Brasil. Em 2000, esteve no Festival de Música de Prados, em Minas Gerais, um dos encontros de música de câmara mais tradicionais do país.
Em 2004, integrou o 35º Festival de Inverno de Campos do Jordão, referência na formação de jovens músicos brasileiros e vitrine para talentos em desenvolvimento.
Essas experiências em festivais complementaram sua formação com o contato direto com maestros e solistas de projeção nacional e internacional.
Chegada e Consolidação na OSESP
A relação de Farinelli com a OSESP antecede sua entrada definitiva. Em 2012 e 2013, atuou como músico convidado da orquestra, período que serviu como aproximação natural com o grupo.
Em 9 de março de 2015, passou a integrar permanentemente o naipe de violinos. Desde então, acumula memórias e experiências dentro de uma das mais importantes orquestras da América Latina.
Entre essas memórias, ele destaca especialmente uma apresentação pelo projeto Solistas da OSESP. Na ocasião, interpretou a “Sonata para Violino Solo em Sol Menor Op. 27, nº 1”, de Eugène Ysaÿe, obra densa e tecnicamente exigente do repertório para violino sem acompanhamento.
Sua obra favorita é o “Concerto para Violino em Ré Maior Op. 77”, de Johannes Brahms, um dos grandes concertos do repertório romântico para o instrumento.
Atuação Social
Além da carreira musical, Anderson Farinelli dedica parte de seu tempo a causas humanitárias. Ele é vice-presidente da Missão Transformando Vidas, uma instituição de caridade que acolhe pessoas em situações de vulnerabilidade.
A organização atua no apoio à reinserção social e familiar de indivíduos em situação de risco, ajudando-os a retornar ao mercado de trabalho. Essa dimensão humana de sua atuação revela um músico que vê sua presença no mundo para além dos palcos.
Este perfil faz parte do trabalho do Violino Didático em mapear os grandes nomes do violino brasileiro e os músicos que compõem as melhores orquestras do país. O Violino Didático é uma iniciativa de Jean de Oliveira, referência no ensino de violino a distância no Brasil. Acesse o canal, explore os conteúdos e siga nas redes sociais para acompanhar entrevistas, aulas e perfis como este.