André Ferreira Rodrigues: Viola da OSESP
André Ferreira Rodrigues integra o naipe de violas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) desde 7 de abril de 2022. Natural de São Paulo, ele construiu uma trajetória sólida ao longo de mais de duas décadas de dedicação ao instrumento.
Sua obra favorita é a Sinfonia Alpina Op. 64, de Richard Strauss. Ele teve a alegria de tocá-la já em sua primeira temporada na OSESP, sob a regência de Thierry Fischer.
Os primeiros passos: do violino à viola
André iniciou seus estudos musicais pelo violino. Três anos depois, aos 15 anos, migrou para a viola, instrumento que se tornaria o centro de sua carreira.
Em 2003, ingressou na classe do violista Alejandro de Léon na Escola Municipal de Música de São Paulo (EMMSP). Em 2005, passou a ter aulas particulares com Alexandre Razera, aprofundando sua formação técnica.
Formação na Academia de Música da OSESP
De 2006 a 2009, André foi integrante da Academia de Música da OSESP. Ali, recebeu orientação de Horácio Schaefer e Peter Pas, dois dos principais nomes do naipe de violas da orquestra.
Essa experiência foi decisiva para sua formação profissional. O contato direto com músicos de altíssimo nível dentro de uma das maiores orquestras do país moldou sua visão artística.
Concursos e festivais que marcaram a trajetória
Em 2005, André venceu o Concurso Jovens Solistas da Orquestra Jovem de Guarulhos (OJMG). Como prêmio, tocou como solista com o grupo na temporada seguinte, experiência rara para um jovem instrumentista.
Nesse mesmo período, participou do Festival de Música de Prados. Em 2006, esteve no Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora, dois dos festivais mais tradicionais do Brasil.
Masterclasses com grandes nomes internacionais
Ao longo de sua formação, André buscou aprimoramento com artistas de renome mundial. Frequentou as masterclasses de Roberto Díaz, violista consagrado e diretor do Curtis Institute of Music.
Também estudou com o célebre violinista e regente Maxim Vengerov e com Frédéric Kirch, viola solista da Orquestra da Suíça Romanda (OSR). Cada um desses encontros contribuiu para ampliar sua perspectiva interpretativa.
Uma carreira orquestral diversificada
Antes de ingressar na OSESP, André acumulou experiências em diversas orquestras brasileiras. Integrou a Orquestra de Câmara da ECA-USP (OCAM), a Orquestra Sinfônica de Santo André (OSSA) e a Orquestra Filarmônica Carlos Gomes, de São Caetano do Sul.
No Rio de Janeiro, foi membro da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) de 2011 a 2022, período de onze anos que consolidou sua maturidade artística. Também solou a Sinfonia Concertante para Violino, Viola e Orquestra em Mi Bemol Maior K. 364, de Mozart, com a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ).
André como professor e colaborador
A carreira de André não se limita à performance. Em 2017, participou como professor convidado do Festival Internacional de Música de Barra Mansa, no Rio de Janeiro.
Essa atuação pedagógica reflete o compromisso do músico com a formação das próximas gerações de violistas brasileiros.
O Carnegie Hall e os momentos marcantes com a OSESP
Dos momentos vividos na OSESP, André guarda com especial afeto os concertos de estreia da orquestra no Carnegie Hall, em Nova York. Os dois concertos aconteceram em 14 e 15 de outubro de 2022.
Sob a regência de Marin Alsop, a orquestra apresentou um repertório variado e o espetáculo Floresta Villa-Lobos, que combina 75 minutos ininterruptos de música com a projeção de um vídeo imersivo sobre a flora e a fauna brasileiras. Para André, ainda em seu primeiro ano na casa, a experiência foi memorável.
André Ferreira Rodrigues e o legado da viola brasileira
A trajetória de André Ferreira Rodrigues representa muito do que há de melhor na formação orquestral brasileira. Sua passagem por escolas, academias, festivais e orquestras de diferentes perfis resultou em um músico completo, preparado para os desafios de uma orquestra do nível da OSESP.
Seu percurso, iniciado na Escola Municipal de Música de São Paulo e consolidado em palcos como o Carnegie Hall, inspira violistas em formação por todo o país.
Este perfil faz parte do trabalho do Violino Didático em mapear os grandes nomes das cordas no Brasil. O Violino Didático é uma iniciativa de Jean de Oliveira, referência no ensino de violino a distância em língua portuguesa. Acesse o canal, explore os conteúdos e siga nas redes sociais para acompanhar entrevistas, dicas e histórias de músicos como André Rodrigues.