Davi Graton: Violino solista da OSESP
Davi Graton é violinista paulistano e integra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) como violino solista desde maio de 2016. Ao longo de sua carreira, construiu uma trajetória sólida como integrante de orquestra, solista convidado e músico de câmara.
Sua obra favorita, declarada no perfil oficial da orquestra, é Uma vida de herói, de Richard Strauss. A escolha revela um músico atraído por grandes telas orquestrais e pela grandiosidade expressiva do repertório tardio-romântico.
Formação: raízes paulistanas e influências internacionais
Natural de São Paulo, Davi Graton iniciou seus estudos de violino na Congregação Cristã no Brasil. Foi, porém, com Yoshitame Fukuda e Elisa Fukuda que sua formação ganhou profundidade e consistência ao longo de anos de dedicação.
Uma influência adicional marcante em sua prática artística foi o violinista italiano Corrado Romano, discípulo de Carl Flesch e George Enescu. Essa linhagem pedagógica conecta Graton a uma das correntes mais respeitadas do violinismo europeu do século XX.
Prêmios e gravações em destaque
Davi Graton venceu o Concurso Jovens Solistas da OSESP, um dos mais importantes para músicos em início de carreira no Brasil. Também foi o grande vencedor do 9º Prêmio Eldorado de Música.
Como resultado desse último, gravou com a pianista Scheilla Glaser o álbum Davi Graton: Vencedor do IX Prêmio Eldorado de Música (Eldorado, 1998). Mais recentemente, destaca-se como solista do Choro para Violino e Orquestra de Camargo Guarnieri, incluído no CD Camargo Guarnieri: Choros I; Seresta (NAXOS, 2020), gravado sob a regência de Isaac Karabtchevsky.
Atuação como solista convidado
Graton construiu um histórico expressivo como solista à frente de importantes orquestras brasileiras. Entre elas estão a Camerata Fukuda, a Orquestra Experimental de Repertório (OER), a Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP), a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte (OSRN).
Um momento especial de sua carreira foi a apresentação no concerto de encerramento da etapa sul-americana do Maazel-Vilar Conductor’s Competition, sob a batuta do maestro Lorin Maazel.
Memórias na OSESP: Richard Strauss e Frank Shipway
Entre os muitos concertos vividos na Sala São Paulo, Davi Graton guarda lembrança vívida de julho de 2010. Naquela ocasião, o regente Frank Shipway conduziu a OSESP em uma memorável apresentação de Uma Sinfonia Alpina, de Richard Strauss.
O concerto foi eternizado no CD Richard Strauss: Eine Alpensinfonie Op. 64 (BIS, 2012). A coincidência com sua obra favorita do repertório orquestral torna esse registro ainda mais significativo em sua trajetória.
Música de câmara: Trio São Paulo, Quarteto Pau-Brasil e Quarteto OSESP
A atuação camerística de Graton é intensa e diversificada. Ele é membro fundador do Trio São Paulo, que mantém com o violoncelista russo Ilia Laporev e a pianista romena Dana Radu.
Também integra o Quarteto Pau-Brasil e o Quarteto OSESP, formado ao lado do spalla Emmanuele Baldini, do violista Peter Pas e do violoncelista Rodrigo Andrade. Essa multiplicidade de conjuntos reflete um músico comprometido com a música de câmara em suas mais variadas configurações.
Além disso, é um dos fundadores da Camerata Fukuda, ensemble que homenageia sua principal linha de formação violinística.
Docência: Academia de Música da OSESP e OPESP
Paralelo à carreira de intérprete, Davi Graton dedica parte significativa de seu tempo à formação de novos músicos. É professor da Academia de Música da OSESP, programa de excelência voltado a jovens instrumentistas em desenvolvimento.
Atua também como professor da Orquestra Parassinfônica de São Paulo (OPESP), levando sua experiência orquestral e camerística a contextos de inclusão e formação musical ampliada.
Discografia com a OSESP
Além das gravações como solista, Graton acumulou uma extensa discografia como integrante da OSESP. Entre os registros notáveis estão álbuns dedicados a Henrique Oswald, Claudio Santoro, quartetos brasileiros de Kristoff Silva e Antonio Ribeiro, além das séries de encomendas da orquestra de 2019 e 2021-2022.
Essa presença constante no catálogo fonográfico da orquestra evidencia seu papel central na produção musical do conjunto ao longo de quase uma década.
Este perfil faz parte do trabalho do Violino Didático em mapear os grandes nomes do violino brasileiro. O Violino Didático é uma iniciativa de Jean de Oliveira, referência no ensino de violino a distância no Brasil, com estudos na EMESP Tom Jobim, Instituto Baccarelli e com cursos no Juilliard e outras instituições internacionais. Conheça o canal e acompanhe o podcast com mais de 137 episódios sobre o universo do violino no Brasil.