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Elina Suris: Violino da OSESP

OSESP Violino Didático
Imagem do artigo: Elina Suris: Violino da OSESP
Foto: Mario d'Aloia / OSESP

Elina Suris integra o naipe de violinos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) desde agosto de 2003. Natural de Chișinău, capital da Moldávia, ela construiu uma trajetória sólida em dois continentes antes de chegar a São Paulo.

Sua relação com o violino começou cedo: aos sete anos ela já estudava o instrumento. Aos dez, se apresentou pela primeira vez com a Orquestra Filarmônica da Moldávia. Aos quinze, conquistou o 1º prêmio no Concurso Jovens Talentos da Moldávia.

Formação no Conservatório de Moscou

Elina Suris bacharelou-se em violino em 1987 pelo renomado Conservatório Estatal de Moscou P. I. Tchaikovsky. Estudou na classe de Eugenia Tchugayeva, discípula do célebre pedagogo Yuri Yankelevich.

Durante a formação, teve contato direto com dois grandes nomes do violino soviético: Leonid Kogan e Victor Tretiakov. Essa imersão na tradição russo-soviética moldou seu vocabulário técnico e interpretativo.

Mais recentemente, em 2018, ela concluiu o mestrado profissional em música pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), sob orientação de Alexandre Alves Casado. Sua pesquisa investigou as diferenças de dedilhado e arcada entre as práticas solista e orquestral, um tema diretamente ligado à sua experiência prática.

Trajetória como Spalla: da Moldávia ao Brasil

De 1987 a 1990, Elina atuou como primeiro violino do Quarteto de Cordas da Rádio e TV Estatal da Moldávia. Em seguida, de 1990 a 1998, ocupou o posto de spalla da Orquestra Filarmônica da Moldávia.

Nessa posição, solou obras de peso do repertório: o Concerto para Violino nº 3 de Mozart, a Sinfonia Espanhola de Lalo e o Concerto nº 5 de Vieuxtemps. Sua atuação como solista evidenciava um domínio técnico e artístico bastante amadurecido.

Ao chegar ao Brasil, em 1998, assumiu a spalla da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP), cargo que ocupou até 2003. Com a OSRP, solou concertos de Bach, Beethoven, Brahms e Tchaikovsky, obras que também havia interpretado com a Filarmônica da Moldávia.

Camerismo e Gravações Internacionais

Ao longo da carreira, Elina Suris se apresentou como camerista no Brasil, na Moldávia, na Romênia, na Rússia e na Ucrânia. Sua atuação em câmara abrange um repertório amplo e diversificado.

Para a TeleRadio-Moldova, gravou obras para violino solo, quartetos e quintetos de cordas. O repertório registrado vai de Haydn e Mozart a Tchaikovsky, Shostakovich e compositores da Moldávia, do Azerbaijão e da Geórgia.

Atuação na OSESP

Desde agosto de 2003, Elina Suris faz parte do naipe de violinos da OSESP. Entre as muitas experiências com a orquestra, ela destaca as turnês nacionais e internacionais como as mais marcantes.

Segundo ela própria, essas turnês, sempre bem planejadas, são uma fonte inesgotável de surpresas e emoções. Estar em um conjunto de excelência internacional, com repertório e logística de alto nível, representa a síntese de uma carreira dedicada à música.

Musykanto Ensemble e Ensino

Elina Suris não limita sua atuação ao palco. Ela é idealizadora e diretora artística do Musykanto Ensemble, projeto que conecta jovens violinistas no início da carreira com músicos profissionais experientes.

O objetivo é oferecer a esses jovens um ambiente onde possam desenvolver suas habilidades como solistas e cameristas, aprendendo na prática com quem já percorreu esse caminho. É uma iniciativa que reflete seu compromisso com a formação musical no Brasil.

Entre 2015 e 2020, ela também atuou como professora de música no Centro Universitário FIAM-FAAM, antiga Faculdade de Artes Alcântara Machado, em São Paulo. O ensino, portanto, é parte constitutiva de sua identidade artística.

Obra Favorita: Bach

Quando perguntada sobre sua obra favorita, a resposta de Elina Suris é direta: toda a obra de J. S. Bach. Não é por acaso que o compositor alemão aparece tanto em sua discografia quanto em seu repertório como solista.

Essa escolha revela uma musicalidade voltada para a profundidade estrutural e expressiva da música. Bach, para Elina, não é apenas repertório: é uma forma de pensar o violino.


Este perfil integra o projeto do Violino Didático de mapear músicos de destaque nas principais orquestras do Brasil. O Violino Didático é uma iniciativa de Jean de Oliveira, referência no ensino de violino a distância em língua portuguesa. Conheça o canal e acompanhe nas redes sociais para mais conteúdo sobre o universo do violino.

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