74 hinos da CCB em Lá bemol maior no violino
Tocar os hinos da CCB em Lá bemol maior no violino é um desafio real para quem está começando. São 74 hinos nessa tonalidade no Hinário Nº 5, o que a torna a terceira mais frequente de todo o hinário. Entender como funciona o dedilhado nessa tonalidade ajuda muito antes de abrir a partitura.
Lá bemol maior tem quatro bemóis na armadura: Si♭, Mi♭, Lá♭ e Ré♭. Para o violinista, isso significa que quase todas as cordas precisam de ajuste na posição da mão. Não é impossível, mas exige atenção desde a primeira nota.
Por que Lá bemol maior é desafiadora para o violino?
No violino, as tonalidades com sustenidos costumam ser mais naturais para iniciantes. Ré maior, Sol maior e Lá maior aproveitam muito bem as cordas soltas e os padrões de dedos mais intuitivos. Já as tonalidades com bemóis exigem mais ajustes.
Em Lá bemol maior, praticamente todas as cordas precisam ser tocadas em 1ª posição baixa. Isso significa que o primeiro dedo se posiciona a apenas um semitom da corda solta, bem próximo à pestana. Para quem aprendeu a tocar com a mão na posição padrão, esse recuo pode parecer estranho no início.
Além disso, os padrões de dedos mudam dependendo da corda. Saber qual padrão usar em cada corda é o ponto central para dominar essa tonalidade.
Quais padrões de dedos usar em cada corda?
O livro 480 Hinos com Dedilhados para Violino trabalha com quatro padrões de posição dos dedos. Em Lá bemol maior, a combinação usada é a seguinte:
Corda Sol (AMARELO): 3º padrão em 1ª posição baixa. No 3º padrão, os intervalos entre os dedos são: 1-2 tom, 2-3 tom, 3-4 semitom (dedos 3 e 4 ficam juntos). Com a mão em posição baixa, o primeiro dedo já começa um semitom acima da corda solta.
Corda Ré (VERDE): 3º padrão em 1ª posição baixa. Mesma lógica da corda Sol. O 3º padrão se repete aqui, com os dedos 3 e 4 próximos entre si e o primeiro dedo recuado em direção à pestana.
Corda Lá (AZUL): 1º padrão em 1ª posição baixa. No 1º padrão, os intervalos são: 1-2 tom, 2-3 semitom (dedos 2 e 3 juntos), 3-4 tom. Com a posição baixa, o primeiro dedo começa um semitom acima da corda Lá solta.
Corda Mi (VERMELHO): 1º padrão em 1ª posição baixa. Mesma configuração da corda Lá. O 1º padrão se aplica aqui também, com o mesmo recuo da mão em relação à posição padrão.
Perceba que as duas cordas mais graves (Sol e Ré) usam o 3º padrão, enquanto as duas mais agudas (Lá e Mi) usam o 1º padrão. Essa divisão é consistente e, com alguma prática, o músico começa a reconhecer o padrão automaticamente.
O que é a 1ª posição baixa na prática?
Na 1ª posição padrão, o primeiro dedo produz uma nota um tom acima da corda solta. Por exemplo, na corda Lá, o primeiro dedo em posição padrão toca Si natural.
Já na 1ª posição baixa, o primeiro dedo recua um semitom em direção à pestana. Então, na corda Lá, ele passa a tocar Si♭. Esse ajuste é exatamente o que Lá bemol maior exige, já que Si♭ faz parte da armadura da tonalidade.
Esse recuo parece pequeno, mas altera a posição de toda a mão. O cotovelo se move levemente, o pulso pode precisar de ajuste e os demais dedos acompanham esse novo ponto de referência. Para quem nunca tocou em posição baixa, pode levar algumas sessões de prática até o movimento ficar natural.
Como o livro 480 Hinos resolve esse problema?
Quem está aprendendo não precisa decorar todos esses padrões antes de tocar. O livro 480 Hinos com Dedilhados para Violino já traz tudo marcado diretamente na partitura.
Cada nota tem dois indicadores visuais: o número do dedo (1, 2, 3 ou 4) e a cor da corda (vermelho para Mi, azul para Lá, verde para Ré e amarelo para Sol). Isso elimina a necessidade de o aluno calcular mentalmente qual dedo usar em cada momento.
A transcrição das 480 partituras foi feita pela professora Fernanda Teles, com supervisão do Jean de Oliveira. O resultado é um material consistente, onde o aluno pode confiar nos dedilhados indicados e focar no que importa: tocar os hinos com devoção.
Quantos hinos da CCB estão em Lá bemol maior?
São exatamente 74 hinos do Hinário Nº 5 escritos nessa tonalidade. Isso representa uma fatia significativa do hinário inteiro, que soma 480 hinos no total.
Para ter uma ideia da proporção, Lá bemol maior fica atrás apenas de Mi♭ maior (92 hinos) e Sol maior (77 hinos). Na prática, quem frequenta os cultos da Congregação Cristã no Brasil vai se deparar com hinos nessa tonalidade com bastante regularidade.
Ignorar essa tonalidade não é uma opção para quem quer tocar o hinário completo. É preciso encarar os quatro bemóis e a posição baixa cedo ou tarde.
Vale a pena estudar essa tonalidade mesmo sendo iniciante?
Sim, vale. A posição baixa pode parecer intimidadora no começo, mas ela é uma habilidade técnica como qualquer outra: se repete, treina e incorpora.
O que ajuda muito é ter um material que já organiza o trabalho. Em vez de descobrir por tentativa e erro qual dedo usar em qual corda, o aluno já começa com a informação correta. Isso reduz a frustração e acelera o aprendizado.
Jean de Oliveira, criador do Violino Didático e autor do livro, conhece bem esse caminho. Começou ainda criança na escolinha da Congregação, levado pela avó, e construiu uma trajetória sólida até se formar pela EMESP Tom Jobim e realizar cursos no Juilliard. O método MJO que ele desenvolve parte exatamente dessa experiência: tornar o aprendizado mais direto e menos intimidador.
Como acessar todos os 74 hinos em Lá bemol maior?
Todos eles estão reunidos no livro 480 Hinos com Dedilhados para Violino, junto com os outros 406 hinos nas demais tonalidades. O livro é voltado para iniciantes que querem acessar os hinos rapidamente, sem precisar esperar anos de estudo técnico avançado.
Para conhecer o livro e ver como ele pode ajudar no seu estudo dos hinos da CCB, acesse: 480 Hinos com Dedilhados para Violino.
Lá bemol maior é desafiadora, mas é totalmente acessível com o dedilhado certo em mãos.