Igor Sarudiansky: Violino concertino da OSESP
Igor Sarudiansky é violinista com uma trajetória marcada por conquistas expressivas no cenário musical brasileiro. Integrante da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) desde o histórico concerto de setembro de 1997, ele ocupa atualmente a posição de violino concertino no naipe de violinos.
Sua presença na orquestra remonta ao momento de sua reestruturação, quando, sob a regência de John Neschling, o novo grupo se apresentou no Memorial da América Latina. Desde então, Sarudiansky constrói uma carreira sólida e multifacetada.
Formação: raízes familiares e grandes mestres
Igor Sarudiansky iniciou seus estudos musicais com o próprio pai, Juan Carlos Sarudiansky. A formação familiar foi o ponto de partida para uma trajetória que passou por nomes de destaque no ensino do instrumento.
Posteriormente, aprofundou seus estudos com Ludmila Vinecka, Erich Lehninger e Ayrton Pinto. Essa base diversificada contribuiu para o amadurecimento técnico e interpretativo que o caracteriza.
Prêmios e conquistas que marcaram o início da carreira
Ainda jovem, Igor Sarudiansky venceu por duas vezes o Concurso Jovens Solistas da OSESP. O reconhecimento precoce sinalizava o talento que se confirmaria nos anos seguintes.
Com o Quarteto Amazônia, ele gravou seis CDs com múltiplos prêmios. O destaque maior foi o álbum Adiós Nonino: Quarteto Amazônia toca Astor Piazzolla, lançado pela Kuarup Music em 2001, vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Clássica em 2002.
Uma trajetória por grandes orquestras brasileiras
Antes de se firmar na OSESP, Igor Sarudiansky integrou diversas orquestras de referência no Brasil. Entre elas estão a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ), a Orquestra Brasil Jazz Sinfônica e a Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP).
Também passou pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e pela Orquestra Experimental de Repertório (OER). Essa ampla vivência orquestral forjou um músico versátil, com experiência em diferentes repertórios e contextos.
Atuação como solista
Além do trabalho orquestral, Igor Sarudiansky tem uma relevante carreira como solista. Ele se apresentou à frente da Orquestra Sinfônica de Santo André (OSSA), da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, da OSUSP e da própria OSESP.
Essa dimensão solista evidencia um músico que transita com naturalidade entre os diferentes papéis dentro da música clássica, da cadeira na orquestra ao palco em posição de destaque.
Festivais internacionais e masterclasses com grandes nomes
Igor Sarudiansky participou de importantes eventos de formação ao longo da carreira. Entre eles estão o Curso Internacional de Verão de Brasília (CIVEBRA), o Festival de Inverno de Campos do Jordão e o Festival Menuhin de Gstaad, na Suíça.
Nesses espaços, teve a oportunidade de tocar em masterclasses com violinistas célebres: o lendário Isaac Stern e o virtuose israelense Shlomo Mintz. Experiências desse calibre deixam marcas profundas na formação artística de qualquer instrumentista.
Música de câmara e recitais
A prática camerística é uma constante na vida musical de Sarudiansky. Além do trabalho com o Quarteto Amazônia, ele realiza periodicamente recitais de violino e piano, além de apresentações de música de câmara.
Sua obra favorita declarada é o Sexteto de cordas em ré menor, Souvenir de Florença, de Tchaikovsky: uma escolha que revela apreço pela riqueza do repertório camerístico para cordas.
Na OSESP: quase três décadas de dedicação
A longevidade de Igor Sarudiansky na OSESP é, por si só, um testemunho de excelência. Presente desde o primeiro concerto após a reestruturação da orquestra, em 1997, ele acompanhou de perto o processo que transformou a OSESP em uma das principais orquestras do mundo.
Na posição de violino concertino, ele contribui para a coesão e qualidade sonora do naipe de violinos, exercendo um papel de referência para os demais músicos.
Além da música: Igor Sarudiansky e a fotografia
Entre suas paixões fora do palco, Igor Sarudiansky cultiva um interesse especial pela fotografia. O olhar atento que um fotógrafo precisa ter talvez dialogue com a sensibilidade necessária para interpretar grandes obras do repertório.
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