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Irina Kodin: Violino da OSESP

OSESP Violino Didático
Imagem do artigo: Irina Kodin: Violino da OSESP
Foto: Mario d'Aloia / OSESP

Irina Kodin integra o naipe de violinos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) desde 2005. Natural de Sófia, capital da Bulgária, ela construiu uma trajetória internacional que passou por Viena, Zurique, Macau, Kuala Lumpur e Nova York antes de se estabelecer no Brasil.

Sua obra favorita inclui peças de Richard Strauss e Anton Bruckner, além de um amor especial pela música antiga. Essa combinação de repertórios reflete bem sua formação abrangente, que transitou pelo violino moderno e pelo violino barroco.

Primeiros anos e formação na Bulgária

Irina começou os estudos musicais aos cinco anos de idade, na escola primária de música de Sófia. Sua professora de referência nessa fase foi a violinista Ginka Gitchkova, com quem estudou na Academia Nacional de Música Pancho Vladigerov.

Nessa instituição, Irina concluiu tanto a graduação quanto o mestrado. Ainda na Bulgária, atuou como solista na Orpheus Chamber Orchestra, de Pernik, e integrou a Orquestra Sinfônica Jovem da Bulgária e a Orquestra Sinfônica da Bulgária.

Aprofundamento na Europa: Viena, Zurique e Basileia

Ao se mudar para a Áustria, Irina ampliou sua formação em duas importantes instituições vienenses. Estudou violino moderno e barroco na Universidade de Música e Artes da Cidade de Viena (MUK), sob orientação de Ulrike Engel. Em seguida, passou pela Universidade de Música e Artes Cênicas de Viena, na classe de Ingomar Rainer.

Na Suíça, deu continuidade ao aprendizado com Mariann Häberli, na Universidade de Artes de Zurique (ZHdK), e também estudou em Basileia. Essa imersão europeia consolidou sua técnica e abriu portas para posições orquestrais de destaque.

Ante de chegar ao Brasil, Irina integrou a Philharmonia Zürich e a Orquestra La Scintilla da Ópera de Zurique, conjunto especializado em música antiga e prática histórica. Também foi membro da Orquestra de Câmara da Basileia.

Sua experiência internacional foi ainda mais longe: tocou na Orquestra de Macau e na Orquestra Filarmônica da Malásia (MPO). Participou ainda da Ensemble-Akademie Freiburg, na Alemanha, e do prestigioso Festival de Salzburgo, na Áustria.

Carnegie Hall e a YouTube Symphony Orchestra

Em 2008, Irina foi selecionada para a primeira edição da YouTube Symphony Orchestra (YTSO), projeto pioneiro que reuniu músicos de todo o mundo por meio de audições online. A iniciativa nasceu de uma parceria entre o YouTube e grandes orquestras, incluindo a Orquestra Sinfônica de Londres (LSO).

O grupo se apresentou no Carnegie Hall, em Nova York, sob a regência de Michael Tilson Thomas. Participar dessa experiência histórica reforçou o perfil internacional de Irina e demonstrou sua capacidade de atuar em contextos de alto nível.

Na OSESP: rotina de momentos marcantes

Irina está na OSESP desde 2005, o que representa duas décadas de dedicação à orquestra. Ela descreve o cotidiano na instituição como repleto de momentos e pessoas inesquecíveis.

Para ela, as situações mais simples são frequentemente as mais tocantes: um acorde perfeitamente afinado, ou a descoberta de uma obra desconhecida durante os ensaios. Essa sensibilidade musical é parte do que torna sua presença no naipe de violinos tão significativa.

Uma paixão paralela: a confeitaria

Além do violino, Irina cultiva uma paixão intensa pela confeitaria artística. Ela estudou na renomada escola Le Cordon Bleu, em Londres, e obteve o Professional Diploma of Cake Design and Sugarcraft pela Peggy Porschen Academy, também na capital britânica.

Sua formação nessa área inclui cursos com nomes como Zoë Clark, Faye Cahill, Paul Bradford e Eddie Spence. Ela também participou do Cake Camp UK, em Nottingham, e do Swiss Cake Festival, em Zurique. Irina sonha em abrir seu próprio ateliê e pâtisserie, unindo criatividade musical e culinária.

Uma trajetória de excelência e diversidade

A história de Irina Kodin é um retrato de dedicação, mobilidade e abertura ao mundo. De Sófia a São Paulo, passando por Viena, Zurique, Macau e Nova York, ela construiu uma bagagem rara, que combina rigor técnico, sensibilidade interpretativa e curiosidade permanente.

Sua presença na OSESP há mais de vinte anos é um reflexo do nível exigido pela orquestra e do comprometimento de quem escolheu o Brasil como lar.


Este perfil faz parte do trabalho do Violino Didático em mapear os grandes nomes do violino no Brasil. O Violino Didático é uma iniciativa de Jean de Oliveira, violinista com estudos na EMESP Tom Jobim e pelo Instituto Baccarelli, com cursos no Juilliard (Starling-DeLay Symposium) e referência no ensino de violino a distância em língua portuguesa. Conheça o canal e acompanhe nas redes sociais para saber mais sobre os músicos que fazem a música de concerto viva no Brasil.

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