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Maria Angelica Cameron: Viola concertino da OSESP

OSESP Violino Didático
Imagem do artigo: Maria Angelica Cameron: Viola concertino da OSESP
Foto: Mario d'Aloia / OSESP

Maria Angélica Cameron ocupa a posição de viola concertino na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) desde 1994. Natural de Tatuí, interior de São Paulo, ela construiu uma trajetória sólida antes de ingressar em uma das maiores orquestras do Brasil.

Com mais de três décadas de casa, Cameron é uma das violistas mais experientes do naipe. Sua presença marca gerações de música sinfônica no país.

Uma formação enraizada em Tatuí

Os estudos de Maria Angélica Cameron começaram em 1985, orientados pelo próprio pai, Pedro Cameron. A influência familiar foi o ponto de partida para uma carreira dedicada à viola.

Entre 1986 e 1988, ela estudou com Paulo Bosísio. Em 1993, ingressou na Universidade de São Paulo (USP), onde frequentou a classe do violinista e professor Marcelo Jaffé. De 1996 a 1997, aprimorou sua formação com Cláudio Cruz, reconhecido violinista e ex-spalla da OSESP.

Nos anos de formação, Cameron também participou do 5º Encontro de Orquestras Jovens de Tatuí. Frequentou o Festival de Inverno de Campos do Jordão em 1989, 1991 e 1993, evento que reúne músicos e professores de referência internacional.

Orquestras que moldaram a carreira

A experiência orquestral de Maria Angélica Cameron é anterior à sua entrada na OSESP. Já em 1985, ela integrou a Orquestra Sinfônica de Rio Claro, conjunto com o qual atuou por vários anos.

Em 1994, com essa mesma orquestra, ela solou o Concerto para Viola em Ré Maior Op. 1, de Carl Stamitz. A apresentação revelou uma intérprete segura e comprometida com o repertório para viola.

Sua trajetória passou ainda pela Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e pela Orquestra Sinfônica de Sorocaba. De 1991 a 1994, foi membro da Orquestra Sinfônica de Santo André (OSSA). Em 1994, tocou também com a Orquestra Experimental de Repertório (OER).

Na OSESP: décadas de dedicação

Maria Angélica Cameron ingressou na OSESP em 1994, ano em que a orquestra passava por importantes transformações institucionais. Desde então, ela permanece como parte do naipe das violas, ocupando a posição de concertino.

Sua presença atravessa diferentes períodos da história da orquestra, incluindo transformações de repertório, regência e projeção internacional.

Um momento histórico: o BBC Proms

Entre as memórias mais marcantes de sua carreira na OSESP, Cameron destaca a estreia da orquestra no BBC Proms. O festival britânico é um dos mais importantes da música erudita no mundo.

A apresentação aconteceu em 15 de agosto de 2012, no Royal Albert Hall, em Londres. Sob regência de Marin Alsop, a OSESP dividiu o palco com o pianista Nelson Freire, um dos maiores intérpretes brasileiros de todos os tempos.

Estar naquele palco, naquela noite, representa um dos pontos mais altos da trajetória de uma geração inteira de músicos da orquestra.

Brahms como obra favorita

Quando questionada sobre seu repertório preferido, Maria Angélica Cameron não hesita: toda a obra de Johannes Brahms. A escolha revela uma identificação profunda com a tradição do romantismo alemão.

Brahms é compositor de especial relevância para a viola. Seu idioma orquestral e camerístico valoriza o instrumento de forma singular, o que faz da escolha algo muito coerente com a trajetória de Cameron.

Uma presença essencial no naipe das violas

A posição de viola concertino exige liderança técnica e musical dentro do naipe. Cameron exerce esse papel há décadas, contribuindo para a qualidade e coesão sonora da OSESP.

Sua formação plural, que passou por diferentes orquestras, festivais e professores, reflete uma músico que construiu sua voz com consistência e seriedade.


Este perfil faz parte do trabalho do Violino Didático em mapear os grandes nomes do universo das cordas no Brasil. O Violino Didático é uma iniciativa de Jean de Oliveira, referência no ensino de violino a distância em língua portuguesa. Conheça o canal e acompanhe o conteúdo nas redes sociais.

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