Paulo Paschoal: Violino da OSESP
Paulo Paschoal é violinista da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) desde 1994, acumulando três décadas de atuação em uma das mais importantes orquestras da América Latina. Natural de São Paulo, construiu uma trajetória sólida como solista e músico de orquestra antes mesmo de completar 20 anos.
Sua história com o violino começou dentro de casa: foi o pai quem lhe deu as primeiras lições. A dedicação precoce abriu portas para uma formação abrangente e diversificada, que reuniu grandes nomes do ensino de violino no Brasil e no exterior.
Paulo compartilhou detalhes dessa trajetória em entrevista ao Podcast do Violino Didático, onde falou sobre sua carreira, influências e experiências na OSESP.
Uma formação construída com grandes mestres
Após concluir o curso em um conservatório, Paulo Paschoal aprofundou seus estudos com nomes de referência. No Brasil, especializou-se com Alberto Jaffé, Erich Lehninger, Ayrton Pinto e Cláudio Cruz.
No âmbito internacional, estudou com os violinistas Chaim Taub, Eric Friedman, Sidney Harth e Boris Belkin. Participou ainda de masterclasses com dois grandes nomes do violino mundial: Dmitry Sitkovetsky e Shlomo Mintz.
Essa combinação de referências nacionais e internacionais moldou um músico versátil, igualmente à vontade no repertório orquestral e na atuação como solista.
Liderança ainda na adolescência
Um dos capítulos mais notáveis da trajetória de Paulo Paschoal é sua chegada à spalla da Orquestra Sinfônica de Sorocaba aos 16 anos. Ele permaneceu no posto por três anos, acumulando experiência de liderança em um momento ainda muito precoce da carreira.
Antes disso, já integrava a Orquestra Sinfônica de Santo André (OSSA), ampliando sua vivência em conjuntos sinfônicos. Essa passagem por diferentes orquestras foi fundamental para sua formação como músico de câmara e de naipe.
Vencedor do Concurso Jovens Solistas da OSESP
Em 1995, Paulo Paschoal venceu o Concurso para Jovens Solistas da OSESP, um dos mais importantes do país para revelação de talentos. A conquista consolidou seu prestígio como solista e abriu portas para apresentações com grandes conjuntos.
Como solista, apresentou-se à frente da Sinfônica de Sorocaba, da OSSA, da Orquestra Petrobras Sinfônica, da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e da própria OSESP. Uma lista que reflete o alcance e a confiança que os maestros depositavam em seu trabalho.
Colaborou ainda com outros grupos de destaque, como a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), reforçando sua presença no cenário nacional.
Participação em gravações e discografia solo
Ao longo dos anos, Paulo Paschoal participou de gravações relevantes. Integrou CDs da Orquestra de Câmara Banespa, da OSSA e da própria OSESP, registrando em áudio parte importante da produção orquestral brasileira.
Em 2021, lançou dois álbuns como solista pelo selo Allegretto Digital. O primeiro, Paulo Paschoal interpreta Niccolò Paganini, é um registro de sua habilidade técnica em um dos repertórios mais exigentes para o instrumento. O segundo, Choros Imortais de Zequinha de Abreu, revela um lado afetivo e popular, com arranjos para violino de clássicos do choro brasileiro.
Os dois lançamentos mostram um músico que não se limita a um único universo, transitando com naturalidade entre a tradição europeia e a música brasileira.
Três décadas na OSESP
Desde 1994, Paulo Paschoal integra o naipe de violinos da OSESP. Sua permanência por mais de 30 anos na mesma orquestra é, por si só, um indicador de excelência e comprometimento com o projeto artístico do conjunto.
Sua obra favorita está no repertório de Beethoven e Mozart, dois pilares do cânone clássico que frequentam regularmente os programas da orquestra. A escolha revela um músico profundamente conectado ao repertório que executa.
A OSESP, sediada na Sala São Paulo, é reconhecida internacionalmente pela qualidade de seu elenco. Fazer parte desse grupo há três décadas é uma marca de longevidade rara no universo das grandes orquestras.
Este perfil faz parte do trabalho do Violino Didático em mapear as trajetórias dos grandes violinistas brasileiros. O Violino Didático é uma iniciativa de Jean de Oliveira, com estudos na EMESP Tom Jobim e pelo Instituto Baccarelli, com cursos no Juilliard e referência no ensino de violino a distância no Brasil. Acompanhe o canal e siga nas redes sociais para conhecer mais histórias como a de Paulo Paschoal.